Segunda-feira, 17 de Junho de 2013

venho de uma greve

venho de uma noite mal dormida
venho de ficar surpreendida.
Caso me perguntem direi que aposto na pluralidade de respostas e de opções.
Cada qual pense por si e decida se quer ou não aderir.
Mas, a de hoje põe em causa uma luta com consequências futuras.
A não greve de uns inviabiliza a posição dos outros.
Embora pense e me encha de sentimentos contraditórios, fico caladinha e não digo nada.

Sábado, 15 de Junho de 2013

espelho meu, espelho meu

quem é que se virou para mim hoje de manhãzinha
e me viu sem trapos a tapar
e disse que a pele da minha barriguinha
estava morta, sem eu a esganar?

Não houve engano na avaliação
porque eu própria tenho olhinhos.
Devia aprender com esta lição
e coser a boca com preguinhos.

Sexta-feira, 14 de Junho de 2013

Faço observações

e depois de pensar nelas sei que não as devia ter dito.
Ainda ontem tive de me desculpar por uso indevido da palavra desiludida.
Em conversa sobre o assunto com o J fiiquei a saber que a uso muitas vezes.
Não neste caso em particular, mas em outros idênticos, verifico que apesar de me dizerem que é bom saberem o que penso, não é senão uma grande mentira.
A ideia é "mente-me que eu gosto".

Próximo desculpa

do Gaspar e do Coelho e da comunidade que circula em bicos de pés atrás deles:
as nossas estimativas estavam erradas. Não havia possibilidade de prever que o gigantesco buraco do Sol alterasse as telecomunicações na Europa. Assim (sendo o das finanças o interlocutor, façam-se as respetivas pausas),não houve o diálogo desejável entre todos os membros do governo e cada um optou por caminhos e decisões que se contradizem.
Assim (é uma palavra que usa amiúde) temos de fazer uma retificação que nos vai custar mais uma fatia do que já quase não existe.

Quarta-feira, 12 de Junho de 2013

muito carro

Muita gente.
Muitas filas.
Muitas asneiras.
Minhas também e essas eu não vejo.
Estive tentada em sair do carro (ainda agora) e perguntar ao sr. que me apitou se precisava de alguma coisa.
Tenho para mim que um dia não consigo manter a porta do meu veículo (vocal e outro) fechada.


os valores das portagens

não conseguiram alcançar os valores pretendidos.
Em alguns troços não chegou a metade do que se previa.
E daqui a 2 anos as metas estavam para lá do que é pensável.
E quem fez o estudo?
Bem isso, diz um senhor que nos informa, não tem significado, não vale a pena olhar para trás. Têm de se corrigir agora as margens estabelecidas.
Mas, digo eu agora, os estudos não foram pagos e a peso de ouro e não há ninguém para se apontar o dedo??
Não foram pequenos erros sem expressão. São valores colossais.
E as portagens nas scuts não foram impingidas por estudos mal feitos e com efeitos colaterais tão visíveis para a economia??
Mas, esta troca entre senhores que se mexem entre as grandes empresas, só denúncia a falta de respeito que nutrem pelo povo português, onde não se sentem integrados.
São uma gente à parte.
Gente sem escrúpulos.