quarta-feira, 3 de abril de 2013

ouvi hoje

uma crónica ficcionada do sr. Vitor Gaspar.
Não sei qual era a estação de rádio, mas afigura-se-me muito verossímil que ele pudesse dizer algo do género:
- Não estávamos a contar com esta mudança na hora e por isso mais cortes serão levados a cabo.
Agora o que está a falar em direto na televisão apenas diz o que já se sabe:
- A sociedade portuguesa não está preparada para as novos quadros económicos exigidos pelos mercados europeus.
O diagnóstico feito foi errado.
Os outros têm culpa.
Fez uma resenha histórica manipulada pelas politiquices do seu partido. Fraquinho!
Nem quero ouvir mais! Só falta mesmo culpar o avanço da hora para sair de mansinho.

terça-feira, 2 de abril de 2013

quando as palavras

de menor qualidade são dirigidas para os mais próximos e a quem devíamos dar tudo por bem feito, fico muito pouco confortável.
E quando se repara que traços menos agradáveis se estão a acentuar com a idade, o que se deve fazer?
Já disse o que achava diretamente.
Também já o fiz com calma.
Escolhi as palavras a dizer e outras vezes optei pelo silêncio para evitar conflitos.
Mas reparo que nada teve o desfecho desejado.
Há feitios que eu sei lá.
É um dos ingredientes que estou a vislumbrar no meu próprio almofariz da idade e que eu gostava de não usar.

já quase coloquei de parte

fazer dieta.
Estou tentada em esquecer o que é ter um corpo e devo pensar seriamente em esconder-me.
Estou votada às roupas largas que terei de comprar se me quiser deslocar condignamente fora de casa.
Um par de calças e uma ou outra camisola, são dois conjuntos que consigo usar alternadamente.
Nem esta impossibilidade me obriga a fazer contenções.
Já não se trata de chichinha ou gordorinhas, mas um cancioneiro vadio que se demora nas letras antigas gritadas pelas mulheres de todo o mundo. Entrei nele pela porta grande e não vejo a pequenina (também já cabia lá).

segunda-feira, 1 de abril de 2013

tenho inveja das pessoas que se reinventam

que não param, que não se acomodam, que não dão tréguas à imaginação.
Vou-me afogando em ideias e não saio da minha zona de conforto e não invisto na mudança e na liberdade que ela permite.
Cada vez mais medricas e cada vez mais saturada dessa minha situação.

quem me ensina

o caminho do sono?
Esta mudança da hora tem sempre efeitos colaterais.