outra vez?
Não gosto de deixar os dois dias do fim de semana, cheios.
Completos de afazeres.
Vou-me deitar hoje a pensar que a minha semana não se desligou do fim de semana. Como se um fio condutor prolongasse os dias, tornando-os iguais e preenchidos com horários a cumprir.
Deixo ao desbarato uma lista de pequenas coisas que me fazem sorrir e entro mais sombria na semana.
domingo, 12 de outubro de 2014
Quero ver um filme
que tem gatos e vertigens.
A seu propósito falou hoje numa rádio nacional, o realizador.
Sem que soubesse também falou de mim quando disse que tinha vertigens pelos outros.
A seu propósito falou hoje numa rádio nacional, o realizador.
Sem que soubesse também falou de mim quando disse que tinha vertigens pelos outros.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Amanheci chuvosa
mas acabei por me compor durante
a manhã.
Fazem-me bem os pingos da chuva
que me confirmaram que eu antecipei ao acordar.
Ficava agora em casa, a tratar de
assuntos que dizem respeito ao trabalho, mas sem ter a necessidade de me
deslocar.
Até porque cada vez mais
frequentemente vejo com olhos de descrédito o investimento pessoal e silencioso
em determinadas ações.
Chego-me à frente e faço. Em
seguida chamam-me e dizem que vão fazer o que eu estou a fazer. Para no
instante seguinte, darem o dito por não dito. Então fazem ou não? E vai ser
dividido por quem? Mantenho-me a exceder as minhas funções ou passo
tranquilamente para o que me é devido? Isso acrescido com o facto de ter sido
empurrada para onde não quero, não gosto, não concordo, fora de horas e ao fim
de semana, deixa-me a pensar que o valor da minha profissão é dado ao
desbarato. Está em saldo!
domingo, 5 de outubro de 2014
em processo de desidratar
entre a manga, pera, maçã e abacaxi, posso dizer que ainda não acertei no processo.
Se cahar tenho de ler as instruções para que a fruta fique no ponto certo.
Tem-se comido tudo e a máquina tem trabalhado bem.
Mas, aquilo que eu esperava, está ainda longe.
Se cahar tenho de ler as instruções para que a fruta fique no ponto certo.
Tem-se comido tudo e a máquina tem trabalhado bem.
Mas, aquilo que eu esperava, está ainda longe.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
fazendo um pequeno exercício
de retrospetiva, verifico que fui pouco polida e devia ter sido mais suave e delicada.
Mas não fui.
Esta deseducação foi uma resposta à colocação de uma fotografia no facebook, onde apareço, mas não estou identificada e andava na escola primária.
A minha indiferença foi substituída pelo aborrecimento não pelo que descrevi, mas porque estou em biquini, num momento de desvario musical. Eu era dada às danças e abria o show sempre que apareciam visitas lá por casa.
Momentos pessoais e intimos que não vejo necessidade de partilhar com ninguém.
Pedi que tirassem a fotografia, escrevendo em mensagem privada, mas a resposta foi um ahah prolongado.
Desliguei o computador, mas continuei a remoer.
Então telefonei.
E qual foi a primeira frase:
- Só podias ser tu! Já sabia que isto ia acontecer.
- Pois se sabias, porque fizeste? Tira a fotografia que estou danada contigo! (sei que a voz foi no tom desagradável).
-Vou já tirar.
A troca de palavras seguinte foi reduzida, mas a foto já não está.
Assim fico menos desprotegida.
Não que a exposição fosse obter grande visiblidade, mas como diz a I, são intimidades.
Mas não fui.
Esta deseducação foi uma resposta à colocação de uma fotografia no facebook, onde apareço, mas não estou identificada e andava na escola primária.
A minha indiferença foi substituída pelo aborrecimento não pelo que descrevi, mas porque estou em biquini, num momento de desvario musical. Eu era dada às danças e abria o show sempre que apareciam visitas lá por casa.
Momentos pessoais e intimos que não vejo necessidade de partilhar com ninguém.
Pedi que tirassem a fotografia, escrevendo em mensagem privada, mas a resposta foi um ahah prolongado.
Desliguei o computador, mas continuei a remoer.
Então telefonei.
E qual foi a primeira frase:
- Só podias ser tu! Já sabia que isto ia acontecer.
- Pois se sabias, porque fizeste? Tira a fotografia que estou danada contigo! (sei que a voz foi no tom desagradável).
-Vou já tirar.
A troca de palavras seguinte foi reduzida, mas a foto já não está.
Assim fico menos desprotegida.
Não que a exposição fosse obter grande visiblidade, mas como diz a I, são intimidades.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
os praticantes de ioga
são suaves, são comedidos, são tão cheios de sabedoria. Falam com silêncios e murmuram as palavras.
Eu que até gosto (mas não avanço para a prática), olho de lado e com desconfiança para tanto cuidado com as palavras e com o som.
Uma câmara tão lenta que acaba por me confundir o conceito de normalidade.
Também já há massagens com as taças tibetanas. E na reportagem que hoje vi , a senhora que coloca as taças e as põe a vibrar, foi vagarosa e falou em surdina. Esse efeito passou para a repórter que resolveu experimentar aqueles sons terapeuticos.
Gostava de experimentar a técnica de deixar a ansiedade fora do espaço onde me movo.
Por as minhas células numa rotação diferente da usual, seria de certeza um recreio num festival zen.
Eu que até gosto (mas não avanço para a prática), olho de lado e com desconfiança para tanto cuidado com as palavras e com o som.
Uma câmara tão lenta que acaba por me confundir o conceito de normalidade.
Também já há massagens com as taças tibetanas. E na reportagem que hoje vi , a senhora que coloca as taças e as põe a vibrar, foi vagarosa e falou em surdina. Esse efeito passou para a repórter que resolveu experimentar aqueles sons terapeuticos.
Gostava de experimentar a técnica de deixar a ansiedade fora do espaço onde me movo.
Por as minhas células numa rotação diferente da usual, seria de certeza um recreio num festival zen.
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