quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Entra o décimo mês

em ação. Chegam as castanhas (que estão agora a preços loucos), as camisolas, os pingos de chuva, o anoitecer bem cedo.
Acontece que hoje o dia passou ligeiro, cheio de calor, transformou-me as calças de ganga num inferno.
À hora de almoço nem conseguia entender o que se estava a passar. É fora de contexto e desproporcional. Devia ter ido trabalhar para a praia. Lá seria o local certo para entrar por outubro dentro.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Copy paste de um email acabado de enviar



Passei em Vale das Beiras e perto de uma piteira gigante e sem figos, estava uma mula velha presa, com um ar cheio de bom senso. Junto dela, um homem que se apresentou como João Pires trazia um braçado de garrafas de vinho e colocou-as na seira da mula. Comprei-as. Eram meia dúzia e foram roubadas às promoções de uma grande superfície e pareciam prontas para serem confrontadas pelo palato de quem tiver a sorte de as provar. Parecia-me pera doce, mas entendi que podia ser um erro porque da região de onde vinha e para onde ia, não havia hipótese de acertar logo à primeira. A ver. Segui para Vila Ruiva e presumi que oferecendo à pessoa sempre certa não havia hipótese de me enganar.
Descobre os nomes dos vinhos. 


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

O Sol de Outono

está presente aqui na terra.
Depois dos estragos e temporais pelo país, com casas, culturas e estradas a precisarem de muita atenção, reparo com agrado a chuva se esqueceu de descer.
Ainda estou presa ao chinelo de enfiar no dedo, à camisola de manga curta e aos calções.
Se tivesse responsabilidade no tema, haveria chuva em situações controladas e principalmente em noites de insónia.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O que faz uma mulher

quando o marido chega depois de 2 dias a trabalho, fora?
Espera por ele, com um tacho de comida quente e ouve o que se passou durante os 2 dias.
No entanto, na hora normal para ir para a cama, deve evitar ir e tem de continuar a ouvir o marido e deve fazer-lhe companhia enquanto vê um bocadinho de televisão.
Qunado esta parte não ocorre porque o cansaço supera as saudades, tem de rever as suas prioridades para o dia seguinte e bebe um café já fora de horas.
Essa mulher passa a noite seguinte em branco, rodeada pelos roncos altos que inundam o quarto porque não passou o pente fino da oportunidade e já não há retorno.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

eu sou responsável

por não me mexer.
Eu sou responsável por me esconder na cozinha.
Eu sou responsável por me perder em programas de televisão.
Eu sou responsável por ter uma preguiça imensa em fazer exercício físico.
Eu sou responsável por me deixar andar.
Continuo à espera do momento oportuno para mudar.

sábado, 20 de setembro de 2014

Uma onda no facebook

pôs-me a pensar nos 10 livros que li e mais me marcaram.
Num primeiro momento achei o processo fácil porque só teria de me lembrar de 10, mas depois veio a revelar-se mais complicado porque tive de escolher.
Depois da lista publicada, li-a a acabei por ficar desapontada por ter incluído uns e me ter esquecido de outros autores. Depois fiquei ainda mais desapontada por ter uma lista velha, com referências ao passado, cheia de mofo. Este último sentimento provém de um vício que perdi (ou que me esqueci).
É o sentimento de um tempo que foi ultrapassado e do qual tenho saudades. Depois desculpei-me com a falta de tempo e depois vi que a culpa é da preguiça que me invade e me leva a ver programas de televisão fraquinhos ou a estar com um computador nos joelhos, mesmo sem estar a trabalhar.
Polir hábitos modernos e recuperar alguns dos velhos, podia ser o meu lema mais imediato.