domingo, 5 de junho de 2011

já fui votar

e não foi em branco. Quebrei tendências de tanto tempo. O pior: eu sei que votei mal. O melhor: não vislumbrei melhor.
Logo à noitinha, vou ficar com uma névoa de neura.
Quem são os portugueses que votam? E, votam em quem? E, com que motivos?
O patrão é do PX. O candidato é da santa terrinha e votam PY ou o mais jeitoso  e votam PZ. Também pode ser porque o querido até gosta de ensopado de borrego e aí votam PK.
A verdade é que a corja é farinha do mesmo saco e aqui os portugueses são invensíveis. Já sabem que só podem contar com eles próprios.
Aguardam-se as primeiras sondagens, para lembrar que as probabilidades são falíveis.
Que os cadernos eleitorais estão cheios de erros e de pessoas invisíveis que conseguem aumentar a abstenção. Quem é responsável? Ninguém porque foram abolidos os queixinhas.

sábado, 4 de junho de 2011

dado e arregaçado

Começou ontem a campanha do faz tu que não me apetece. Ou de maneira mais subtil, isto não está bem e ficar à espera. Aqui a mona, disponível e solícita, ajuda. Ontem não. Ontem não me apeteceu porque já tinha dado a minha disponibilidade noutro local. Tracei unilateralmente a ementa do almoço que acabei por completar com um pedido extra. A chegada a casa fez-se notar com eu não teria feito assim. Só faltava dizer; Assim já não brinco. Não gosto destas regras. Eu pedi, mas tinhas de saber como é que eu gosto.
Não tenho espaço suficiente para a onomatopéia com sentimento de fúria.

ter um livro

para ler e não o fazer. Um filme para ver e não o fazer. Uma casa para arrumar e não o fazer. Uma lista de tarefas profissionais para eliminar e não o fazer. Auxiliar A e I nos tpc e não o fazer.
Ideias precisam-se.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A descoberta

A I já está no encalço deste pequeno local de palavras soltas. Ontem a caminho de Espanha disse:
- Logo à noite vais escrever onde nós estamos.

Ora como ontem, chegámos já tarde só agora consigo colocar qualquer coisa.
Muito calor! Almoçámos aqui:

Até pode parecer um regalo, mas do outro lado é semelhante a um filme de cowboys. Estradas largas, casas vazias e o chão de terra batida.
A comida foi boa, mas o prato mais apetecido transbordava com as famosas micro lulas panadas (puntillitas).
À tarde e pela fresquinha da mata (parque nacional) aventuramo-nos por um trilho cheio de bichos. Lagartixas, pássaros, muitos insectos. Os placards iniciais avisavam para a possibilidade de encontros com uns rastejantes maiores do que enguias. Não os vimos, mas ainda me assustei algumas vezes.
Fomos ao palácio do Parque apenas povoado por inúmeras andorinhas. No piso superior as janelas estão abertas e elas entram como donas do espaço.




Passámos uma quinta feira da Ascenção sencilla e agradable.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

quinta feira

dia da espiga. Feriado Municipal.
Quando era pequena, fazíamos um pic-nic neste dia. De panela e tacho. Manta no chão. Jogos de cartas. Jogar à bola. Voltar a casa à tardinha. Se a logísica e o trabalho fossem assumidos por uma pessoa que não eu e alinhava num programa deste género. Bastavam umas sandes, salgados, fruta e sumo e a ementa estava completa.
Um local aqui próximo até tem um ribeiro. Era uma escolha acertada.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dia da criança

Tenho conseguido, ao longo do tempo, arranjar um miminho para dar neste dia. Pois hoje, ainda não me sobrou espaço para encaixar uma ida à loja. Opto normalmente pelo livro. Para o A é imposição para a I é fantástico. A minha tendência para moldar a vontade do A perante a leitura está a provocar estragos. As estratégias usadas não têm sido as melhores e não descubro a fórmula. Suponho sempre que está para breve o clic que o fará abrir os olhos. Em todo o caso este ano até seria fácil, porque me pediu um livro (BD) a semana passada. Se a fnac não ficasse fora de mão já o teria cá em casa. A verdade é que esta terrinha não tem uma livraria (não conto com a papelaria monopolista que semeia meia dúzia de títulos em poucas prateleiras). Outra verdade é que a livraria mais próxima é a 15 km daqui. E não é uma terra pequena. 
Este ano é provável recambiar o jantar para um espaço de fast food. Resolvo o assunto do miminho e ainda me poupo na parte do fazer.